Um turbilhão me invade

Como um terremoto, um tornado, uma onda gigante. Algo grandioso, que não tenho como evitar.
Ao meu redor só vejo palavras. Elas tomam conta do meu coração. Paro tudo. Escrevo. Um alívio, uma satisfação. Está dito, ou melhor escrito.
Alguém leu? Não sei. Mas cada texto é como um sonho realizado em mim. A cada linha se concretiza o movimento da vida. Aqui é meu espaço.
Aqui você poderá conhecer esses momentos. Meus momentos. Nossos momentos.

Fique à vontade!

5 de agosto de 2014

Um querer meio vadio

O nosso querer é um querer mesmo?
Somos todos crianças sedentas por aprender.
Mas o tempo não é mais o mesmo.
Ele corre, apressado, agitado.
Enlouquecidos e incompreendidos temos a sensação de esgotamento.
O que gostamos não cabe na correria insana dos nossos dias, nesse roteiro de obrigações que cegamente cumprimos.
Insatisfeitos, nos distanciamos dos valores verdadeiros.
Queremos sossego, mas plantamos confusão.
Não temos tempo pra reflexões. O tempo urge.
Mas dizemos ao vento que queremos aprender.
Um querer meio vazio. Um querer meio vadio.
Mas dizemos aos que amamos que queremos ser melhores.
Um querer meio preguiçoso. Um querer meio dengoso.
Queremos mesmo é que o tempo mude. Que o outro mude. Que o mundo mude.
Um querer cheio de vontade. Um querer cheio de coragem.
Com tempo livre. Sem pressa. Sem contas. Sem roteiro. Sem obrigação.
E nos tornamos vazios.
Vazios de sentimentos reais, de planos maiores, que não brotam da terra.
Brotam de corações que trabalham no bem. Pelo bem. Para o bem.
Um trabalho que precisa ser realizado agora.
Mesmo com nossas dores. Mesmo com pouco tempo.
Um trabalho de todo instante. De todo minuto.
Que pode começar hoje, nos admitindo como aprendizes.
Controlando nossos "achismos", tornando nossas conversas mais úteis.
Deixando de criticar as pessoas.
Mas de que vale tanto trabalho?
Vale mais do somos capazes de imaginar, tamanha nossa limitação em perceber o grandioso sentido de nossas vidas.
Será que somos como crianças sedentas por aprender mesmo?
Ainda prefiro acreditar que sim.
E você?

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