Desde
então, decidi sempre usar minhas palavras de forma a contribuir com a
experiência de cada um.
Escrevo,
não para exaltar a dor, muito menos o sofrimento, escrevo para relatar que é
possível superar.
A
perda de alguém que a gente ama revela a imensidão da nossa impotência.
Além da
saudade e do aprendizado que ausência do amparo e do aconchego de minha mãe me
proporcionaram, a vida permitiu que me percebesse infinitamente pequena.
Pequena
nas virtudes e gigante nas imperfeições.
A perda
revelou o tamanho do meu egoísmo, da minha vaidade, da minha impaciência, da
minha imaturidade.
Mas também
revelou que sou capaz de aprender, superar e o maior ainda, amar, independente
de como, quando ou onde.
E é para
isso que a dor nos visita, para que abramos os olhos e possamos admitir quem
realmente somos.
Na dor da
saudade muitas vezes me invade o sentimento de culpa, daquilo que deixei de
fazer. Mas o mestre chamado tempo nos mostra que é sempre momento de renovar!
Daqui há
uns dias farão 7 anos que nos "despedimos" da Dona Cida. MÃE tão mãe
que continua ensinando e cuidando, amando e exemplificando.
São 7 anos
de reflexões e questionamentos gigantescos. São 7 anos de vidas que precisaram
se adaptar.
Tenho
certeza que todos crescemos e somos melhores hoje, e com a possibilidade de
realizarmos aquilo que a dor, nos fez perceber a urgência!
Urgência
em dar valor a presença, a um simples bate-papo, a um gesto de carinho, a uma
ligação, a uma mensagem, a um bom dia.
Urgência
em viver uma vida no bem, sem desgaste com a indiferença.
Urgência
em fazer a minha parte, independente dos julgamentos alheios!
Urgência
em pedir: amem, perdoem, recomecem!
Eu quero
ser uma pessoa melhor, e você?
(Escrito em 24.06.14)

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